Histeroscopia
Com o objetivo de visualizar diretamente a cavidade interna de um órgão vivo foi inventada a endoscopia pelo alemão Philipp Bozzini em 1805. A vídeo - histeroscopia é o procedimento endoscópico ginecológico, onde se observa a cavidade uterina – endométrio (camada interna do útero) através de uma ótica e uma câmera.
A histeroscopia é subdividida em histeroscopia diagnóstica (quando o procedimento é realizado para se certificar a causa de alguma alteração), e esta pode ser realizada de caráter ambulatorial, sem anestesia; e cirúrgica, quando realizada para o tratamento específico de patologias endometriais já identificadas, esta em caráter hospitalar, porém com alta na maior parte das vezes, logo após a recuperação anestésica.
Nos últimos 15 anos a histeroscopia teve sua importância evidenciada, através de seus benefícios: menor permanência hospitalar, mais rápida recuperação pós-operatória, mais rápido retorno às atividades de trabalho da paciente, menor dor pós-operatória e menor dano estético. Dessa forma as indicações para histeroscopia foram ampliadas, passando a ser considerada “padrão ouro” para diversas doenças.
As indicações são divididas entre histerocopia diagnóstica e cirúrgica.
Dentre as indicações da histeroscopia diagnóstica:
- sangramento uterino anormal, ou seja, aquele diferente do padrão menstrual normal
- pesquisa de infertilidade
- pesquisa de corpo estranho: DIU perdido pode ser retirado ou reposicionado através histeroscopia
- diagnóstico de câncer de endométrio e hiperplasia endometrial
- dor pélvica crônica e dor na relação sexual
Dentre as indicações de histeroscopia cirúrgica, destacamos:
- biópsia de endométrio
- retirada de sinéquias (cicatrizes dentro útero)
- polipectomia (retirada de pólipo endometrial)
- miomectomia (retirada de mioma submucoso)
- septoplastia (retirada de septo uterino)
- retirada de DIU perdido ou reposição do mesmo
- ablação de endométrio (tratamento com objetivo de reduzir o sangramento uterino anormal).
Lembre-se que para cada paciente existe uma conduta mais adequada, e através de uma consulta com seu ginecologista você pode saber o melhor tratamento para seu caso.
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